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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Comer peixe toda semana ajuda a evitar o Alzheimer

Consumo regular da carne está associado à proteção da saúde da massa cinzenta do cérebro, responsável pela cognição

Doenças degenerativas: com a morte dos neurônios, o cérebro entra em um processo que dá origem a doenças como o Alzheimer (Creatas Images/Thinkstock)

Pessoas que comem peixe cozido ou grelhado semanalmente apresentam redução nos riscos de desenvolvimento do transtorno cognitivo leve (TCL) ou mesmo o Alzheimer. As conclusões são de um estudo apresentado nesta quarta-feira durante o encontro anual da Sociedade Americana de Radiologia.
“Esse é o primeiro estudo a estabelecer uma relação direta entre o consumo de peixe, a estrutura cerebral e os riscos de Alzheimer”, diz Cyrus Raji, da Universidade de Pittsburgh. “Os resultados mostraram que pessoas que consomem peixe cozido ou grelhado ao menos uma vez na semana tinham uma melhor preservação da matéria cinzenta do cérebro. Isso foi visto em exames de ressonância magnética em áreas consideradas de risco para o Alzheimer.”
O Alzheimer é uma doença cerebral incurável e progressiva, que lentamente destrói a memória e as habilidades cognitivas. Em pessoas com transtorno cognitivo leve, a perda de memória também está presente, mas em uma menor extensão. Pacientes com a doença, frequentemente desenvolvem Alzheimer, sendo o TCL considerado um estágio intermediário entre o envelhecimento normal e a demência.
Dados – Para o estudo, foram selecionados 260 indivíduos cognitivamente normais. Informações sobre o consumo de peixe foram coletadas usando o Questionário Sobre Frequência Alimentar, do Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos. Do total, 163 pacientes consumiam peixe semanalmente, a maioria apenas uma ou duas vezes por semana. Todos fizeram ressonância magnética no cérebro para que os pesquisadores pudessem avaliar o volume da massa cinzenta com o consumo de peixe semanal em 10 anos.
Os resultados foram então analisados para determinar se a preservação da massa cinzenta associada com o consumo de peixe reduzia os riscos para o Alzheimer. Foram controlados idade, gênero, escolaridade, raça, obesidade, atividade física e a presença ou não de apolipoproteína E4 (ApoE4) – gene que aumenta os riscos de desenvolvimento da doença.
O volume da massa cinzenta é crucial para a saúde do cérebro. Quando seu nível permanece elevado é um sinal de que a saúde do órgão está sendo mantida. Mas a redução de volume indica que as células cerebrais estão se encolhendo.
Os resultados mostraram que o consumo de peixe cozido ou grelhado toda semana estava positivamente associado com os maiores volumes de massa cinzenta em diversas áreas do cérebro. Os riscos para o desenvolvimento de TCL e Alzheimer em cinco anos foram reduzidos em quase cinco vezes. “O peixe cozido ou grelhado faz os neurônios mais fortes, tornando-os maiores e mais saudáveis”, diz Raji.



Cientistas criam composto capaz de matar o vírus da aids

A substância ainda está na fase inicial de testes, mas poderá ser usada no futuro como gel vaginal e para camisinhas

Modelo do vírus HIV criado por computador: substância 'quebra' o vírus e libera seu material genético(Comstock/Thinkstock)

Cientistas americanos descobriram que um composto sintético conhecido como PD 404,182 é capaz de 'dissolver' o vírus da aids, destruindo seu material genético. A pesquisa, liderada por Zhilei Chen, professora-assistente de engenharia química da Universidade Texas A&M, foi publicada no periódico Antimicrobial Agents and Chemotherapy.
A PD 404,182 "é uma pequena molécula viricida (que mata vírus)", diz Chen. "Quando o vírus HIV entra em contato com a substância, ele é 'quebrado' e perde seu material  genético, antes que possa injetá-lo em uma célula humana."
Uma das principais vantagens de destruir o material genético é que praticamente impossibilita que o vírus crie resistência contra o composto. Bem diferente dos antirretrovirais, que atuam sobre proteínas localizadas na ‘membrana’ do vírus. Alterando essas proteínas, os vírus ganham resistência aos medicamentos. "Acreditamos que esse composto atue sobre algo comum a todos os vírus e não apenas em suas proteínas", afirma Chen.
Prevenção — Embora não represente a cura da aids, o composto pode ser bastante útil no futuro na forma de gel vaginal ou usado em camisinhas, para prevenir a infecção pelo vírus. "Seria bastante importante nos países da África subsaariana, onde não existe cultura de uso da camisinha", diz o infectologista Alexandre Naime Barbosa, do departamento de Pesquisa Clínica da Faculdade de Medicina da Unesp.
Para Ricardo Shobbie Diaz, infectologista da Unifesp, um gel com a susbtância também seria útil se fosse usado por grupos específicos de alto risco, como casais discordantes, no qual uma das pessoas tem o vírus e a outra não.
O estudo, é bom frisar, ainda está na fase inicial. Isso significa que o composto foi testado in vitro, apenas em culturas de células contaminadas com o vírus. Somente em fases mais avançadas, que levam vários anos para ser concluídas, a substância será testada em animais (macacos com o vírus SIV, equivalente ao HIV nos símios) e em humanos.
De qualquer forma, a descoberta vem em boa hora. Um gel com a substância tenofovir, que havia apresentado resultados animadores em mulheres na África do Sul, com taxa de proteção de até 54%, teve seu teste clínico suspenso na semana passada, depois que uma comissão independente de controle de segurança de dados determinou que o gel foi ineficiente. Outra parte do teste, que usava uma pastilha de tenofovir, já tinha sido cancelada em setembro por razões semelhantes.


Mulheres acima de 40 anos devem fazer mamografia todo ano, independentemente de histórico familiar

Segundo pesquisa, a incidência de câncer de mama entre mulheres de 40 a 49 anos já indica a necessidade do exame

Mamografia: segundo pesquisadores, o exame deve ser feito em mulheres a partir dos 40 anos mesmo se elas não apresentarem casos de câncer de mama na família (Brand X Pictures/Thinkstock)

Segundo uma pesquisa apresentada nesta terça-feira, no encontro anual da Sociedade Norte-Americana de Radiologia (RSNA, na sigla em inglês), mulheres entre 40 e 49 anos sem histórico familiar de câncer de mama estão tão sujeitas a terem a doença quanto aquelas com casos de câncer na família. Para os autores do estudo, essa descoberta demonstra que mulheres dessa faixa etária podem se beneficiar com exames anuais de mamografia.
A pesquisa reacende o debate em torno da melhor idade e periodicidade para a realização da mamografia, já que o exame expõe as mulheres à radiação, que, em dosagem excessiva, pode estar associada ao câncer.
Em julho deste ano, o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG, sigla em inglês), recomendou que o exame fosse feito todos os anos por mulheres acima de 40 anos, seguindo as mesmas indicações da Sociedade Americana para o Câncer. A Força Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos (USPSTF, sigla em inglês), um painel com apoio federal, em 2009, afirmou, porém, que a mamografia feita antes dos 50 anos deveria ser uma escolha pessoal da mulher e, depois, deveria ser feita a cada dois anos.
O estudo — A pesquisa revisou os casos de câncer de mama diagnosticados entre mulheres de 40 a 49 anos que foram submetidas a mamografia no centro de diagnóstico Elizabeth Wende Breast Care, nos Estados Unidos, entre 2000 e 2010. Os pesquisadores compararam os números do câncer, incidência de doença invasiva e metástase em mulheres com e sem casos de câncer de mama na família.
Entre as 1.071 pacientes que desenvolveram câncer de mama, 373 foram diagnosticadas a partir da mamografia. Delas, 39% tinham histórico da doença na família e 61% não. Entre aquelas com histórico familiar, 63,2% tiveram câncer invasivo e 31% foram atingidas pela metástase. Já entre as mulheres que não tinham histórico familiar, 64% tiveram doença invasiva, e 29% metástase. "Descobrimos que mulheres dessa faixa etária possuem uma taxa significativa de câncer de mama, independente se apresentavam, ou não, histórico familiar da doença", diz a radiologista e uma das autoras do estudo, Stamatia V. Destounis. "Esse estudo demonstra a importância da mamografia anual para o diagnóstico da doença dessas mulheres na faixa dos 40 anos, mesmo sem casos da doença na família."


sábado, 24 de setembro de 2011

Pesquisadores descobrem como ativar a gordura "boa"


A gordura marrom, que queima energia, poderia desempenhar um papel importante na luta contra a epidemia de obesidade no mundo

Obesidade: cientistas esperam usar a gordura marrom para combater o sobrepeso em adultos (Stockbyte/Thinkstock)
Pesquisadores do Joslin Diabetes Center, em Boston, nos Estados Unidos, conseguiram identificar pela primeira vez duas vias moleculares fundamentais para a ativação da gordura marrom, chamada de "gordura boa", no organismo. Como essa gordura leva a um gasto calórico mais elevado, a descoberta pode ser um passo importante na luta contra as epidemias de obesidade e diabetes pelo mundo.

Publicado no periódico médicoEndocrinology, o estudo encontrou dois caminhos que levam à ativação da proteínanecdin, responsável por impedir que a gordura marrom cresça. Com essa informação, procurou-se, então, descobrir outros caminhos de ação: seja para inativar ou ativar a necdin pelo estímulo a duas proteínas distintas. "Essa é uma peça muito importante do quebra-cabeça", diz Aaron Cypess, coordenador da pesquisa. "A questão é que temos de aprender a cultivar essas células de gordura marrom. Há muita informação ainda faltando, mas preenchemos alguns detalhes importantes."
De acordo com a pesquisa, a descoberta pode ajudar a desenvolver intervenções com o uso da gordura marrom para o tratamento da obesidade e do diabetes. Uma das ideias levantadas seria a de cultivar a gordura marrom em laboratório e transplantá-la para o corpo de pessoas que necessitem dela. Outra, poderia ser o desenvolvimento de drogas que estimulem o crescimento desse tecido no organismo.
Estudos anteriores – A pesquisa é a mais recente de uma série de estudos que vem sendo coordenador por Aaron Cypess e Yu-Hua Tseng. Em julho, Cypess já demonstrado que a gordura marrom pode ser vista em exames de imagem em cerca de metade das crianças até a puberdade. Depois desse período, ela começaria a desaparecer, de acordo com um estudo publicado no Journal of Pediatrics.
Em 2009, Cypess e sua equipe demonstraram pela primeira vez, em pesquisa no New England Journal of Medicine, que a gordura marrom é ativa em adultos. Anteriormente, se acreditava que a gordura marrom estava presente apenas em bebês e crianças. O estudo, no entanto, mostrou que ela foi encontrada em 5,4% de todos os adultos, com índices mais elevados nas mulheres.
Um estudo de 2008 publicado na Nature por Tseng descobriu que uma proteína chamada BMP7 podia induzir a formação de gordura marrom. Outra pesquisa recente, de 2011, identificou células precursoras em camundongos que poderiam ser ativadas pela BMP7 e outros indutores para se transformarem em gordura marrom.
Em relação à pequena porcentagem de pessoas onde a gordura marrom foi detectada no estudo de 2009, Tseng diz que é possível que uma porcentagem muito mais alta de pessoas tenha a gordura marrom – possivelmente todo mundo – mas que ela não foi possível de se detectar porque os aparelhos usados não eram sensíveis o suficiente ou porque ela pode não ter sido ativa na maioria das pessoas. "Gordura marrom queima energia, é um tecido especial. Estes estudos abriram uma nova avenida para o tratamento da obesidade e suas doenças relacionadas", diz Tseng.

Poluição do ar pode aumentar risco de ataque cardíaco

Problema ocorre em pacientes que já estavam propensos a sofrer infarto

Prejuízos à saúde: exposição à poluição do ar pode aumentar os riscos de ataque cardíaco (Thinkstock)

A poluição do ar aumenta o risco de ataque cardíaco em pacientes que já sofrem de males do coração. É o que mostra uma pesquisa publicada na versão on-line do periódico médico British Medical Journal. De acordo com o estudo, as primeiras seis horas de exposição à poluição são marcadas pela evolução do risco de infarto em pacientes que já estavam propensos a sofrê-lo - já que a sujeira do ar funciona como um "acelerador" da evolução dos problemas cardíacos. As causas para esse aumento, no entanto, ainda não foram estabelecidas.
Dada a natureza transitória da elevação dos riscos, os pesquisadores especulam que o ataque cardíaco poderia ter acontecido de qualquer maneira, e foi apenas adiantado em algumas horas – um efeito da poluição conhecido como deslocamento (ou colheita) em curto prazo. Enquanto pesquisas estabelecidas concluíram que altos níveis de poluição estão associados a morte prematura por doenças cardíacas, a relação com um aumento nos riscos de ataque cardíaco ainda permanecia obscura.
Levantamento de dados - Durante a pequisa, Krishnan Bhaskaran, epidemiologista da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, e sua equipe revisaram 79.288 casos de ataque cardíaco, de 2003 a 2006, e a exposição de cada pessoa, de hora em hora, aos níveis de poluição atmosférica.
Os autores usaram o padrão UK National Air Quality Archive para investigar os níveis de poluentes específicos na atmosfera. Isso incluía partículas poluentes (PM10), monóxido de carbono (CO), dióxido de nitrogênio (NO2), dióxido de enxofre (SO2) e ozônio. Altos níveis de PM10 e NO2 são marcadores de poluição causada pelo tráfego, de acordo com Bhaskaran.
Dado que os autores não encontraram um aumento líquido no risco de ataque cardíaco durante um período de tempo mais longo, eles argumentam que pode haver “um potencial limitado para reduzir a carga global de infarto do miocárdio apenas pela redução da poluição. Mas isso não deve comprometer ações para controle da poluição do ar, que tem associação com um viés mais amplo da saúde, como mortalidade geral, respiratória e cardiovascular”.
Em um editorial que acompanha a pesquisa, Richard Edward e Simon Hales, da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, afirmam que, apesar da força do estudo, é possível que o verdadeiro efeito não tenha sido totalmente esclarecido - tanto pela utilização de medidas imprecisas quando pelo poder estatístico inadequado. “Considerando-se outras evidências de que a exposição à poluição aumenta a mortalidade em geral e a morbidade, o controle rigoroso dos níveis de poluentes deve permanecer forte”, disseram.

Descobertos novos genes responsáveis pela hipertensão


No futuro, pacientes poderão ser classificados pelas variantes de risco que têm em seus genes

Pressão arterial: variações genéticas que acabam de ser identificadas são responsáveis por hipotensão e hipertensão(Thinkstock
Pesquisadores da Sahlgrenska Academy, da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, identificaram 16 novas variações genéticas que interferem na pressão sanguínea. Eles participaram de um estudo internacional que analisou 200 mil europeus e mais de 2,5 milhões de alterações de DNA. A pesquisa, apresentada no periódico Nature Genetics, dá um importante passo para melhorar diagnósticos e tratamentos do problema.

As novas regiões identificadas no estudo possuem genes que regulam a pressão arterial e podem ser responsáveis tanto pela pressão baixa quanto pela alta.
A partir dessas descobertas, os cientistas criaram grupos de risco genético, que podem ajudar a prever derrames e ataques do coração nos pacientes. "Nós poderemos classificar as pessoas com base em quantas variantes de risco para hipertensão elas têm em seus genes", diz Fredrik Nyberg, pesquisador da Sahlgrenska Academy e um dos autores do estudo.
Os especialistas da universidade sueca fazem parte de um grupo internacional composto por mais de 400 pesquisadores dos Estados Unidos, Europa, Ásia e Austrália. Com base em dados genéticos, estudam partes de genes que influenciam a pressão arterial.
No mesmo periódico, esses pesquisadores publicaram outro estudo sobre o assunto, destacando a importância de analisar as diferentes medidas de pressão sanguínea. Nele, identificaram novas regiões genéticas e genes que controlam duas medidas de pressão arterial: a pressão de pulso, que é a diferença entre as pressões sistólica (maior) e diastólica (menor); e a média da pressão arterial, ou seja, a média entre a sistólica e diastólica.
A pressão alta é um dos mais urgentes problemas de saúde mundiais. De acordo com a pesquisa, um bilhão de pessoas no mundo sofrem de hipertensão e, portanto, estão na zona de perigo para contraírem doenças cardíacas e terem um acidente vascular cerebral.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Exame de urina poderá diagnosticar câncer de próstata

Células de câncer de próstata em cultura laboratorial (Parviz M. Pour/Latinstock)

Um grupo de cientistas da Universidade de Michigan desenvolveu um exame de urina que detecta o risco de câncer de próstata e que pode servir de indicador sobre a necessidade de fazer ou não uma biópsia. O estudo foi publicado na revista Science Translational Medicine.
A análise detecta uma anomalia genética presente em 50% dos casos de câncer de próstata, quando se fundem os genes TMPRSS2 e ERG. No entanto, como esta fusão só aparece na metade dos casos, os pesquisadores optaram por incluir na prova outro marcador tumoral, o PCA3. Uma combinação que fornece mais dados para a detecção do câncer de próstata que a de qualquer um destes marcadores individualmente.
Para realizar este estudo, os cientistas analisaram amostras de urina de 1.312 homens em três centros médicos acadêmicos e em sete hospitais. Depois, dividiram os pacientes em três grupos segundo o risco de sofrer de câncer: baixo, médio e alto. E então, compararam os resultados do exame de urina com os das biópsias feitas em cada paciente. 
Os exames histológicos revelaram a presença de câncer em 21% dos casos que a prova tinha determinado como de baixo risco; em 43% os de médio e em 69% os do grupo de alto risco. Além disso, só 7% dos homens que pertenciam ao grupo de baixo risco foram diagnosticados com tumor agressivo, já os de alto risco chegaram a 40%.
Segundo a equipe de cientistas, há muitos mais homens que têm uma elevada presença do antígeno PSA no sangue que os que realmente sofrem câncer de próstata, algo que até o momento é difícil de determinar sem uma biópsia. 
A American Câncer Society estima que 217.730 pessoas receberão um diagnóstico de câncer de próstata este ano nos Estados Unidos, enquanto que 32.050 morrerão por causa desta doença. No Brasil, em 2010, segundo o Instituto Nacional do Câncer, foram diagnosticados 52.350 novos casos e morreram 11.955 homens devido ao câncer de próstata.

Exposição ao mofo na infância aumenta risco de asma


Convivência diária com o fungo coloca em risco desenvolvimento respiratório

Doença respiratória: crianças que são expostas com frequência ao mofo correm mais riscos de desenvolver asma(Thinkstock)



Crianças que moram em casas com mofo têm três vezes mais chances de desenvolver asma aos sete anos – idade em que o diagnóstico pode ser feito com mais precisão. É o que afirma um estudo publicado no Annals of Allergy, Asthma & Immunology. De acordo com os pesquisadores, a presença de fungos pela casa tem um papel crítico no desenvolvimento da saúde respiratória da criança.
“É claro que fatores genéticos também são importantes e devem ser considerados”, diz Tiina Reponen, professora de saúde ambiental da Universidade de Cincinnati e coordenadora da pesquisa. No estudo, conduzido por Tiina e profissionais do Hospital Médico da Criança, foram analisados dados de 176 crianças, colhidos ao longo de sete anos, para avaliar quais eram os efeitos da exposição precoce ao mofo.
Todas as crianças estudadas faziam parte de um grupo de 700 voluntários de outro estudo local de longo prazo sobre alergia e poluição do ar. Os níveis de exposição ao mofo foram medidos, então, com uma ferramenta de análise baseada no DNA, desenvolvida pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos. Essa ferramenta combina resultados da análise de 36 tipos de mofos em um índice capaz de indicar a carga de mofo em uma casa.
Descobriu-se, então, que crianças que moravam em residências onde eram expostas ao mofo, tinham três vezes mais riscos de desenvolver a asma. De acordo com os pesquisadores, estima-se que cerca de 9% das crianças em idade escolar nos EUA irá desenvolver asma. Os estudos mostram, no entanto, que os índices costumam ser relativamente mais altos em crianças de áreas urbanas pobres – onde há maior exposição ao mofo.
Sintomas - “Os indícios da asma pediátrica vão de uma tosse irritante que dura por dias ou semanas a episódios súbitos de falta de ar e chiado que requerem tratamentos de emergência”, diz David Bernstein, alergista e coautor do estudo. Segundo o Colégio Americano de Alergia, Asma e Imunologia, os sintomas mais comuns da asma incluem: tosse, especialmente à noite; chiado, principalmente quando se expira; dificuldades para respirar ou respiração ofegante; dor ou “aperto” no peito.

Doença celíaca mata 42.000 crianças por ano no mundo


Ainda desconhecida pela grande maioria da população – e, infelizmente, por parte da classe médica – a doença se caracteriza pela intolerância ao glúten, uma proteína presente no trigo, na cevada e no centeio

Doença celíaca: o glúten, presente no trigo, na cevada e no centeio, é responsável por desencadear a patologia(Thinkstock)



O ano é 2005. A professora universitária Flávia Anastácio de Paula lida com uma cena que virou rotina. Seu filho do meio, Emílio, então com apenas dois anos, vomita sem parar durante horas. Abaixo do peso, com constipação crônica, crises de hiperatividade, pneumonias frequentes, dores fortes nas pernas e peso e estatura muito abaixo do indicado, Emílio começou a adoecer quando tinha apenas seis meses de vida. À época, Flávia deu início a uma via-crúcis: descobrir qual era a doença do filho. No caminho, que durou quatro anos, passou por mais de 15 médicos diferentes, dezenas de exames clínicos e laboratoriais e internações hospitalares regulares. Em setembro de 2007, aos quatro anos, Emílio foi enfim diagnosticado: ele era portador da doença celíaca.
Ainda desconhecida pela grande maioria da população – e, infelizmente, por parte da classe médica – a doença se caracteriza pela intolerância ao glúten, uma proteína presente no trigo, na cevada, na aveia e no centeio. O primeiro levantamento global sobre a doença, divulgado no final de julho, indica que ela cause a morte de cerca de 42.000 crianças todos os anos no mundo. Em entrevista ao site de VEJA, Peter Byass, epidemiologista coordenador do estudo que reuniu o departamento de saúde pública e medicina clínica da Universidade de Umea, na Suécia, e a Faculdade de Saúde da Universidade de Witwatersrand, na África do Sul, avalia que no Brasil 200 crianças morram anualmente em função desse mal. Alguns estudos internacionais afirmam ainda que uma a cada 100 pessoas no mundo seja portadora da doença; outros, que mais da metade dessas pessoas não sabem que estão doentes. No Brasil pouco se sabe sobre a incidência da doença, já que faltam levantamentos nacionais. Dados de uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo, realizada em 2007, apontam que um a cada 214 brasileiros tem a doença. Os dados existentes sobre doença celíaca, como se vê, são poucos, dispersos e por vezes desatualizados.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Camisinha que provoca ereção está perto de aprovação na Europa


Segundo a fabricante, camisinha já vem com gel que aumenta a ereção e a torna mais duradoura

Participantes de estudo com a camisinha CSD500 relataram uma relação sexual mais longa (Doug Menuez/Thinkstock)



A empresa britânica de produtos médicos Futura anunciou nesta segunda-feira que em breve colocará no mercado uma camisinha capaz de estimular a ereção. A camisinha CSD500 foi recomendada para aprovação pela CE (sigla para ‘Conformité Européenne’, uma espécie de Inmetro europeia).
Segundo a fabricante, a CSD500 já vem com uma pequena quantidade de gel que dilata as artérias e aumenta o fluxo de sangue para o pênis, gerando uma ereção maior e mais firme.
Em um estudo co-patrocinado pela Futura e que comparou a CSD500 com camisinhas comuns, uma parcela importante dos participantes, homens e mulheres, relatou melhoras na firmeza da ereção do homem nas relações sexuais; achou que a CSD500 aumenta o tamanho do pênis; e afirmou ter experimentado relação sexual de duração mais longa.
Uma vez aprovada pela CE, o produto poderá ser vendido em 29 países da Europa e ainda em alguns países não-europeus. 

Morango melhora qualidade de células do sangue


A fruta ajuda a manter o equilíbrio entre a oxidação e as defesas antioxidantes

Propriedades antioxidantes: o morango ajudaria a melhorar a resposta das células vermelhas do sangue ao estresse oxidativo (Thinkstock)



O morango pode ser um importante aliado para melhorar a capacidade antioxidante do sangue. É o que indica uma pesquisa publicada no periódico Food Chemistry, segundo a qual a fruta é eficiente em melhorar a resposta das células vermelhas do sangue ao estresse oxidativo, um desequilíbrio químico associado a problemas cardíacos, diabetes e ao envelhecimento.
Para chegar aos resultados, 12 voluntários saudáveis comeram 500 gramas de morangos todos os dias, por duas semanas. Foram colhidas amostras de sangue depois de quatro, oito, 12 e 16 dias e um mês. Os resultados mostraram que a fruta havia melhorado a capacidade antioxidante do plasma sanguíneo e a resistência das células vermelhas à fragmentação causada pela oxidação.
O estresse oxidativo é uma condição biológica que acontece quando os níveis de oxidação (reações químicas normais na manutenção do corpo) excedem as defesas antioxidantes, que deveriam “anular” a oxidação. Os morangos, por sua vez, contêm uma grande quantidade de compostos fenólicos – como os flavonoides -, que têm alta propriedade antioxidante. A ingestão do alimento, portanto, evitaria que acontecesse um eventual desequílibrio entre a oxidação e os antioxidantes, prevenindo o corpo do estresse oxidativo.
A equipe de cientistas analisa agora como as diferentes variedades do morango e como o consumo da fruta em menores quantidades (150 gramas, em média) afetaria o organismo. “O importante é que o morango passe a integrar a dieta regular da pessoa, fazendo parte das cinco porções diárias de frutas e vegetais”, diz Maurizio Battino, coordenador do estudo.