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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Mulheres sentem mais as brigas de casal


Homens, por outro lado, demonstram mais agressividade e são os que causam os conflitos mais frequentemente, segundo estudo publicado na Espanha

Pesquisa: homens causam mais brigas, e mulheres sentem mais intensamente seus efeitos (Thomas Northcut)

Mulheres sentem emoções mais intensas que homens quando surge um conflito amoroso. Homens, por outro lado, demonstram mais agressividade e são os que causam as brigas mais frequentemente. A conclusão é de um estudo conduzido na Universidade de Granada, da Espanha, e publicado no periódico Intervención Psicosocial.

A equipe de psicólogos estudou o comportamento de 142 pessoas, 74 mulheres e 67 homens, em cinco situações de conflito. O objetivo era analisar o tipo de emoção homens e mulheres sentem quando lidam em diferentes situações de confronto.

Em situações em que 'meu parceiro me ofende e me desrespeita' e 'meu parceiro usa agressão física durante uma discussão', as mulheres se sentem arrasadas e mais decepcionadas que os homens. Se 'o parceiro grita com frequência', as mulheres sentem tristeza, e os homens, sentimento de culpa. Se 'o parceiro distorce uma conversa para parecer que tem razão', mulheres se entristecem, e homens ficam constrangidos.
Os autores do estudo afirmam que os homens manifestam emoções mais 'dominadoras', como a raiva, ira e desprezo, e as mulheres tendem a ter atitudes mais submissas, como culpa, tristeza e medo.
Para os pesquisadores, as principais razões dessas diferenças de emoções seriam frutos do contexto sócio-cultural e dos estereótipos de gênero assumidos por homens e mulheres. Por estes estereótipos, do homem se espera agressividade e da mulher, submissão. Ainda de acordo com o estudo, isso influencia as expectativas criadas em relação ao papel de cada um dentro do relacionamento.


Pesquisas sugerem vínculo entre alergias e depressão


Estudos descobriram que o risco de depressão em pessoas com alergias graves é duas vezes maior que em pessoas sem alergias

As alergias desencadeam reações no organismo que podem causar depressão (Thinkstock)

Agora é outono no Brasil, mas no Hemisfério Norte já é primavera. Este período do ano sempre traz um surto de espirros, fungadas e narizes entupidos. Mas alergias sazonais podem ser psicologicamente prejudiciais? Uma onda de pesquisas sugere que pode ser o caso. Ainda que não existam evidências firmes de que alergias causem depressão, vastos estudos mostram que pessoas que sofrem de alergia realmente apresentam maior risco de depressão.
Alergias graves podem trazer sonolência, dores de cabeça, fadiga e uma sensação geral de mal-estar físico, que em conjunto podem piorar o humor. Estudos identificaram que reações alérgicas liberam no corpo compostos chamados citoquinas, que desempenham um papel na inflamação e pode reduzir os níveis do hormônio serotonina, que ajuda a manter as sensações de bem-estar. E é de conhecimento comum que algumas medicações comuns para alergia, como corticosteroides, podem causar ansiedade e oscilações de humor.
Muitos estudos de grande porte descobriram que o risco de depressão em pessoas com alergias graves é duas vezes maior que em pessoas sem alergias. Em 2008, pesquisadores da University of Maryland reportaram que essa conexão pode ajudar a explicar um amplamente observado — porém mal compreendido — aumento de suicídios durante a primavera todo ano. Analisando registros médicos, os autores viram que, em alguns pacientes, mudanças nos sintomas de alergia durante as temporadas de baixa e alta polinização se correlacionavam com mudanças em seus níveis de depressão e ansiedade.
Um estudo populacional finlandês de 2003 constatou uma relação entre alergias e depressão; contudo, mulheres tendiam muito mais a serem afetadas. Em 2000, um estudo com gêmeos, na Finlândia também, mostrou um risco comum de depressão e alergias, um resultado de influências genéticas, escreveram os autores. 


Exame para prever doenças em crianças pode ser perigoso


Vendidos em farmácias e pela internet, alguns exames genéticos podem gerar preocupações desnecessárias à família

Os testes genéticos, hoje vendidos em farmácias, podem não ser efetivos na prevenção de doenças (Thinkstock)

Testes genéticos para prever possíveis problemas de saúde em crianças podem representar um perigo à rotina familiar. É o que mostra uma pesquisa realizada na Universidade de Georgetown, EUA, e publicada no periódico Pediatrics.
Direcionados para adultos e bastante controversos, os testes genéticos que hoje são vendidos nas farmácias, e até na internet, costumavam ser de uso exclusivo de clínicas especializadas – e feitos sob orientação médica. Hoje, é comum adultos comprarem esses testes sem nenhuma indicação para descobrirem se correm riscos de ter ou desenvolver alguma doença genética. O que a pesquisa aponta é que não contentes em utilizar os testes, de forma muitas vezes equivocada e desnecessária, muitos pais agora os estão aplicando em seus filhos pequenos.
De acordo com recomendações da Genewatch, uma organização não-governamental britânica que monitora os desenvolvimentos em genética, esses exames não deveriam ser feitos sem orientação de um especialista, uma vez que ainda não há provas científicas de que eles detectem de forma segura a incidência de doenças. Kenneth P. Tercyak, professor de oncologia e pediatria da Universidade de Georgetown, afirma que o equívoco está na comercialização. “Esses exames deveriam ser melhor regulamentados, principalmente porque são difíceis de interpretar. Qualquer resultado dado por testes genéticos precisa da avaliação de um médico especialista”, diz.
Tercyak ressalta ainda outro problema em relação ao uso inadequado desses testes: eles identificam apenas os riscos para alguns tipos de doenças, para muitas delas não há prevenção. Muitas vezes o resultado inesperado de um exame leva a família ao pânico antes mesmo de ela ouvir a opinião de um médico sobre o caso. Além disso, os riscos de desenvolver uma doença podem estar relacionados também ao estilo de vida, não apenas à herança familiar. “Ainda precisamos aprender mais sobre como esse tipo de teste pode melhorar efetivamente a qualidade de vida do paciente e como sugerir alterações de estilo de vida adequadas aos resultados”, diz Tercyak. Antes disso, fazer um exame genético só porque ele está disponível na farmácia da esquina pode ser apenas uma fonte de preocupação desnecessária.


sábado, 16 de abril de 2011

Perda de peso melhora a memória e a concentração


Desempenho cognitivo de pacientes melhora após a cirurgia bariátria


A medicina já associou a perda de peso a uma série de benefícios para a saúde, como a redução da incidência de doenças cardiovasculares, diabetes, entre outros. Agora, pesquisadores americanos da Kent State University sugerem que a redução dos quilos extras pode melhorar a memória e a concentração. O estudo será publicado no Journal of the American Society for Metabolic and Bariatric Surgery

Para a realização da pesquisa, os cientistas acompanharam 150 pessoas: 109 pacientes que foram submetidos à cirurgia de redução de estômago e 41 obesos-controle. Os grupos realizaram testes de desempenho cognitivo e o levantamento preliminar mostrou que as pessoas operadas apresentaram os piores resultados. Ao serem testados 12 semanas após a operação, os pacientes que fizeram a cirurgia bariátrica demonstraram uma melhoria significativa da memória e da concentração. 

Os voluntários fizeram os testes quatro vezes: antes da cirurgia, 12 semanas após a operação, na marca de um ano e de dois anos depois da operação. 

“Essa é a primeira evidência que mostra que as pessoas que passam por essa cirurgia podem obter melhoras na memória, concentração e resolução de problemas”, diz John Gunstad, autor do estudo e professor do departamento de psicologia da Kent State University. 

“Muitos dos fatores que vêm junto com a obesidade – como pressão alta, diabetes tipo 2 e apneia do sono – danificam o cérebro. Como esses problemas desaparecem, o desempenho cognitivo melhora”, acrescenta Gunstad. 

O próximo passo, segundo os pesquisadores, é verificar se as pessoas reduziram o peso apenas com mudanças de hábitos terão os mesmos benefícios que aqueles que fizeram a cirurgia bariátrica.

Estudo desaconselha tratamento imediato contra o câncer de próstata em pacientes acima dos 70 anos de idade

Células de câncer de próstata em cultura laboratorial (Parviz M. Pour/Latinstock)
Um novo estudo americano reforça a ideia, defendida em levantamentos anteriores, de que o tratamento contra o câncer de próstata pode ser adiado em pacientes com mais de 70 anos. De acordo com a pesquisa, publicada no Journal of Clinical Oncology, apenas monitorar os casos de tumores de baixo risco em homens idodos pode ser mais seguro do que iniciar o tratamento assim que o câncer é detectado. Isso porque, explicam os médicos, ainda não existe um método 100% eficaz para determinar quais homens terão, de fato, sua saúde prejudicada pelo aparecimento do tumor - nesses casos, o risco de um tratamento desnecessário pode ser mais prejudicial do que a doença.
A pesquisa acompanhou um grupo de 650 homens acima dos 66 anos, todos com câncer de próstata já detectado. Os médicos perceberam que a maioria dos pacientes foi capaz de viver durante cinco anos sem qualquer tratamento contra a doença. Nenhum dos participantes morreu em função do câncer de próstata durante o estudo.
“O problema por trás da pesquisa é que, hoje, há um excesso de tratamento em casos de câncer de próstata, porque não sabemos dizer ao certo quais pacientes jamais serão prejudicados pela doença”, diz H. Ballentine Carter, professor de urologia e oncologia na Universidade Johns Hopkins e um dos responsáveis pela pesquisa. Segundo o especialista, a grande maioria dos casos de câncer de próstata em pacientes idosos cresce lentamente, permitindo à pessoa viver por muitos anos.
Uma das hipóteses mais prováveis para o excessivo tratamento da doença nesses pacientes pode estar no exame que é feito para diagnóstico. Fácil, simples e barato, o exame para diagnosticar o tumor mede a quantidade do antígeno específico da próstata (PSA, sigla em inglês), uma substância que tem seu nível no sangue aumentada na maioria dos casos de tumor na próstata.
Feito em larga escala, esse exame tem aumentado o diagnóstico de cânceres que nunca teriam causado problemas significativos à saúde do paciente – já o tratamento em idosos pode ter efeitos colaterais muito mais severos. Estudos científicos anteriores já haviam contra-indicadoexames de diagnóstico de câncer de próstata em homens acima dos 70 anos.

Britânicos desenvolvem 'supervacina' contra o câncer


Ainda em fase de testes, a droga poderá ser usada contra vários tipos de tumor

Combate ao câncer: a vacina TeloVac atua em uma enzima chamada telomerase, deixando a célula cancerígena vulnerável (Jeffrey Hamilton/Thinkstock)

Nos próximos dois anos, deve chegar ao mercado uma vacina que promete revolucionar os tratamentos contra o câncer. Chamada TeloVac, a vacina se utiliza das células de defesa do próprio paciente e age contra todos os tipos de tumor, impedido que as células cancerígenas se espalhem pelo corpo. Os estudos sobre a droga são financiados pelo Instituto de Pesquisa do Câncer da Grã-Bretanha. Os cientistas acreditam que, até o final de 2013, o medicamento passará a integrar o rol de armas contra o câncer.
A vacina já foi usada com sucesso em voluntários britânicos com câncer no pâncreas - uma das formas mais letais da doença. E os médicos acreditam que a drogra pode agir também contra outros tipos de tumor, como os de pele, pulmão, fígado, mama e próstata.
Ao contrário das demais drogas usadas no tratamento do câncer, a vacina não ataca diretamente as células cancerígenas. Ela incita o sistema imunológico a encontrar e destruir uma enzima chamada telomerase, responsável por fortalecer a célula cancerígena. Ao agir especificamente sobre a telomerase, encontrada em alta concentração nas células do tumor, a droga não atinge as células normais do corpo, já que elas possuem pouca telomerase em seu interior. Assim, efeitos colaterais como náusea e perda de cabelo - típicos dos remédios usados no tratamento do câncer -, acabam minimizados.
A vacina, no entanto, ainda não terminou as fases de testes clínicos. Os resultados dos 53 hospitais que participam da pesquisa devem ser publicados até o final de 2012, mas acredita-se, com base em estudos anteriores, que a vacina seja eficiente em prolongar a sobrevida do paciente.
Os pesquisadores têm administrado a vacina em mais de 1.000 homens e mulheres nos estágios mais avançados de câncer no pâncreas - parte dos voluntários segue com o tratamento comum contra a doença, aliado ao novo medicamento. Embora o resultado definitivo não tenha sido divulgado, alguns pacientes já creditam à vacina o ganho de um ou dois anos de vida após o diagnóstico de uma doença que costuma matar em seis meses. Nos estágios iniciais da pesquisa, a droga foi aplicada a pacientes em estágio terminal, e garantiu a eles três meses a mais de vida.