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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Idosos que bebem chá verde têm menos problemas funcionais, diz estudo

Consumir pelo menos três xícaras do chá ao dia reduz em 25% os riscos de dificuldades relacionadas às atividades cotidiano

Chá verde: idosos que consomem regularmente o chá enfrentam menos problemas funcionais (Thinkstock)

Segundo um novo estudo feito por japoneses na Faculdade de Medicina da Universidade de Tohoku, idosos que bebem chá verde regularmente têm menos problemas funcionais ao longo do tempo. A pesquisa foi publicada na edição de janeiro do periódico The American Journal of Clinical Nutrition.
O estudo acompanhou por três anos cerca de 14.000 adultos com mais de 65 anos. Eles informaram os pesquisadores sobre consumo diário de chá verde e outros hábitos do dia-a-dia. De maneira geral, os participantes que bebiam mais chá eram menos propensos a desenvolver incapacidade funcional, ou seja, dificuldades com as atividades do cotidiano ou com as necessidades básicas de locomoção e independência física, como tomar banho sozinho e se vestir.
Em comparação com os indivíduos que ingeriam menos do que uma xícara de chá verde diariamente, as pessoas que consumiam de três a quatro xícaras da bebida ao dia tinham 25% menos chances de terem problemas funcionais, e aquelas que bebiam mais de cinco xícaras tinham pouco mais de 30% menos riscos.
De acordo com os pesquisadores, aqueles que mais consumiam o chá verde não só mantiveram mais agilidade e menos fragilidade física, mas também tendiam a seguir dietas mais saudáveis, ingerindo maior quantidade de peixes, legumes e frutas, por exemplo. Além disso, essas pessoas tendiam a fumar menos, a ter menos problemas cardiovasculares e também a ser mais socialmente ativas. Porém, embora esses hábitos saudáveis tenham beneficiado a saúde dos participantes, o chá verde também contribuiu para uma melhor condição geral do corpo, segundo os autores do estudo.
Antioxidante- O chá verde contém substâncias antioxidantes que podem proteger as células de danos provocados pelo envelhecimento e que podem levar a uma série de doenças. Diversas pesquisas vêm relacionando o consumo da bebida com a diminuição de riscos de colesterol alto e de certos tipos de cânceres.


Suplementos vitamínicos reduzem risco de câncer de cólon

Pesquisa canadense testou tratamento preventivo em ratos e alcançou resultados expressivos

Suplementos vitamínicos diminuem os riscos de câncer, afirma pesquisa canadense (Getty Images)
O uso regular de suplementos vitamínicos e minerais pode reduzir o risco de câncer de cólon, o segundo mais comum entre as mulheres e terceiro entre os homens. A relação entre os suplementos e a doença foi objeto de uma pesquisa canadense que encontrou uma redução expressiva na incidência do tumor em testes com ratos.
Os autores da pesquisa dividiram as cobaias em seis grupos e as alimentaram com uma dieta rica em calorias e pobre em fibras. Os grupos então foram expostos a diferentes combinações de agentes cancerígenos e suplementos vitamínicos e minerais. Os ratos que receberam os suplementos tiveram uma redução média de 84% na formação de lesões pré-cancerígenas e não desenvolveram tumores em um período de 32 semanas.

Os tumores do sistema digestivo se desenvolvem de maneira similar em roedores e seres humanos.

"Esse estudo, além de ajudar a população a se prevenir, guia pacientes com câncer quanto ao valor da administração desses suplementos", afirmou Grant Pierce, editor da revista Canadian Journal of Physiology and Pharmacology, onde o estudo foi publicado.

A pesquisa lembra que o uso de suplementos deve ocorrer com acompanhamento médico. O profissional de saúde saberá quais produtos indicar a cada paciente. 

Fumo está relacionado com deterioração mental nos homens, diz estudo

Comprometimento também atinge ex-fumantes, mas a mesma relação não foi identificada entre as mulheres

Tabagismo: estudo identifica maior risco de comprometimento cognitivo em homens fumantes (Stockbyte/Getty Images)
Os homens tabagistas têm maior deterioração mental com o passar do tempo do que aqueles que nunca fumaram, segundo um estudo britânico publicado nesta segunda-feira nos Estados Unidos, que advertiu, no entanto, que a mesma relação causa-efeito não se observou nas mulheres.
A investigação sugere que os efeitos do hábito de fumar a longo prazo resultam em perda de memória e incapacidade para vincular a experiência passada com as ações do presente, assim como uma queda nas habilidades cognitivas gerais.
O estudo, publicado na revista especializada Archives of General Psychiatry, acompanhou através do serviço civil britânico mais de 5.000 homens e 2.100 mulheres com idade média de 56 anos no começo do estudo e foram acompanhados no máximo por 25 anos.
Os cientistas da University College de Londres comprovaram sua condição de fumantes seis vezes neste período e os submeteram a uma série de provas cognitivas. Eles descobriram que o tabagismo esteve vinculado a uma redução mais rápida na capacidade mental em todos os testes cognitivos entre homens que fumavam em comparação com os homens não fumantes. "Nossos resultados mostram que a associação entre tabagismo e cognição, sobretudo em idades mais avançadas, parece estar subestimado devido ao risco maior de morte e abandono entre os fumantes", destacou o estudo, chefiado por Severine Sabia, da University College de Londres.
Os homens que pararam de fumar nos primeiros 10 anos após iniciado o estudo estavam ainda em maior risco de deterioração cognitiva, mas a longo prazo os ex-fumantes não mostraram os mesmos níveis de deterioração. "Este estudo comprova que fumar é nocivo para o cérebro", afirmou Marc Gordon, chefe de neurologia do hospital Zucker Hillside em Glen Oaks, Nova York, que não participou do estudo.
"Na metade da vida, fumar é um fator de risco modificável, com um efeito mais ou menos equivalente a 10 anos de envelhecimento na taxa de deterioração cognitiva", acrescentou. "As descobertas são chave para explicar o envelhecimento da população mundial, com 36 milhões de casos de demência em todo o planeta, uma cifra que dobrará a cada 20 anos, segundo as projeções", afirmaram os autores do estudo.
O porquê de as mulheres não mostrarem a mesma relação entre tabagismo e envelhecimento mental não ficou claro, embora os pesquisadores tenham sugerido que o menor tamanho da amostra e a maior quantidade de cigarros fumados pelos homens em comparação com as mulheres poderiam ser fatores contribuintes.