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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Camisinha que provoca ereção está perto de aprovação na Europa


Segundo a fabricante, camisinha já vem com gel que aumenta a ereção e a torna mais duradoura

Participantes de estudo com a camisinha CSD500 relataram uma relação sexual mais longa (Doug Menuez/Thinkstock)



A empresa britânica de produtos médicos Futura anunciou nesta segunda-feira que em breve colocará no mercado uma camisinha capaz de estimular a ereção. A camisinha CSD500 foi recomendada para aprovação pela CE (sigla para ‘Conformité Européenne’, uma espécie de Inmetro europeia).
Segundo a fabricante, a CSD500 já vem com uma pequena quantidade de gel que dilata as artérias e aumenta o fluxo de sangue para o pênis, gerando uma ereção maior e mais firme.
Em um estudo co-patrocinado pela Futura e que comparou a CSD500 com camisinhas comuns, uma parcela importante dos participantes, homens e mulheres, relatou melhoras na firmeza da ereção do homem nas relações sexuais; achou que a CSD500 aumenta o tamanho do pênis; e afirmou ter experimentado relação sexual de duração mais longa.
Uma vez aprovada pela CE, o produto poderá ser vendido em 29 países da Europa e ainda em alguns países não-europeus. 

Morango melhora qualidade de células do sangue


A fruta ajuda a manter o equilíbrio entre a oxidação e as defesas antioxidantes

Propriedades antioxidantes: o morango ajudaria a melhorar a resposta das células vermelhas do sangue ao estresse oxidativo (Thinkstock)



O morango pode ser um importante aliado para melhorar a capacidade antioxidante do sangue. É o que indica uma pesquisa publicada no periódico Food Chemistry, segundo a qual a fruta é eficiente em melhorar a resposta das células vermelhas do sangue ao estresse oxidativo, um desequilíbrio químico associado a problemas cardíacos, diabetes e ao envelhecimento.
Para chegar aos resultados, 12 voluntários saudáveis comeram 500 gramas de morangos todos os dias, por duas semanas. Foram colhidas amostras de sangue depois de quatro, oito, 12 e 16 dias e um mês. Os resultados mostraram que a fruta havia melhorado a capacidade antioxidante do plasma sanguíneo e a resistência das células vermelhas à fragmentação causada pela oxidação.
O estresse oxidativo é uma condição biológica que acontece quando os níveis de oxidação (reações químicas normais na manutenção do corpo) excedem as defesas antioxidantes, que deveriam “anular” a oxidação. Os morangos, por sua vez, contêm uma grande quantidade de compostos fenólicos – como os flavonoides -, que têm alta propriedade antioxidante. A ingestão do alimento, portanto, evitaria que acontecesse um eventual desequílibrio entre a oxidação e os antioxidantes, prevenindo o corpo do estresse oxidativo.
A equipe de cientistas analisa agora como as diferentes variedades do morango e como o consumo da fruta em menores quantidades (150 gramas, em média) afetaria o organismo. “O importante é que o morango passe a integrar a dieta regular da pessoa, fazendo parte das cinco porções diárias de frutas e vegetais”, diz Maurizio Battino, coordenador do estudo.


CFM quer acabar com consultas feitas pelo convênio


Na nova resolução, que deve ser publicada em agosto, todas as consultas médicas terão caráter particular e deverão ser pagas pelo paciente

Dois meses após o início dos protestos médicos por reajustes na tabela de honorários pagos pelos planos de saúde, o Conselho Federal de Medicina (CFM) prepara uma resolução que pretende pôr fim à acirrada queda de braço. Com a nova medida, todas as consultas clínicas terão caráter particular e deverão ser pagas pelo próprio paciente que, em seguida, pode pedir reembolso à operadora.
Segundo Roberto d´Ávila, presidente do CFM, a resolução segue em análise jurídica e deve ser colocada em votação já em agosto. A expectativa, no entanto, é que ela entre em vigor ainda este ano. "Nosso objetivo é acabar com o problema de acesso ao médico, do paciente não encontrar horário disponível quando precisa. E hoje os bons médicos já não atendem mais pelo convênio ou reservam pouco tempo para isso", diz.
Reembolso — Se aprovada a nova resolução, a consulta clínica passará a não ser mais um serviço incluso no pacote de serviços vendido pelo plano de saúde. O CFM pretende que apenas exames laboratoriais e procedimentos hospitalares devem continuar cobertos pela operadora. Isso significa que caberá ao usuário negociar previamente com seu plano de saúde quanto receberá de reembolso por cada consulta que fizer.
De acordo com Roberto d’Ávila, a decisão de desvincular a consulta das operadoras recai na importância que ela tem no atendimento, no diagnóstico e na relação entre médico e paciente. "O médico deve atender o paciente sem preocupações prévias, sem ficar se preocupando com o tempo de consulta, por exemplo."
"Caso as operadoras não aceitem a resolução do CFM, o país corre o risco de ver um descredenciamento em massa dos médicos", diz d'Ávila. Isso porque o conselho é uma autarquia federal responsável por regular toda a conduta médica, o que significa que todas as suas decisões devem ser seguidas à risca pela classe médica. "Se o CFM publicar uma resolução de que o médico não pode receber pagamento do plano de saúde pela consulta, ele não terá outra opção a não ser não atender mais pelos convênios", explica.
Planos de Saúde — Em nota oficial, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), entidade que congrega 15 grupos de operadoras de planos de saúde, informa que desconhece a iniciativa do CFM e que tem participado ativamente de fóruns de discussões sobre a remuneração médica. A Federação ainda afirmou que apresentou uma proposta de modelo de remuneração que encontra-se sob análise da Agência Nacional de Saúde Suplementar(ANS), responsável por fiscalizar as operadoras de saúde do país.

Japoneses criam cápsula endoscópica que 'viaja' pelo aparelho digestivo


Aparelho criado por pesquisadores japoneses captura imagens do esôfago até o cólon e pode ajudar a detectar casos de câncer

Viagem insólita: a cápsula, apelidada de 'Sereia', tem um centímetro de diâmetro e 4,5 centímetros de comprimento (AFP)



Uma equipe de pesquisadores japoneses anunciou nesta terça-feira o desenvolvimento de uma cápsula endoscópica autopropulsionada e controlada à distância que pode 'nadar' no aparelho digestivo. 
Pesquisadores da Universidade Ryukoku e da Faculdade de Medicina de Osaka conseguiram captar imagens do interior do estômago e do cólon de um ser humano usando a cápsula. "É o primeiro passo para aprovar o uso clínico do aparelho", afirmaram os pesquisadores.
Segundo a equipe, é a primeira vez no mundo que um endoscópio se desloca de forma autônoma pelo aparelho digestivo e ainda grava imagens do cólon. O trabalho foi apresentado durante uma conferência internacional sobre doenças digestivas, em Chicago, nos Estados Unidos.
O pequeno instrumento, chamado de 'Sereia', mede cerca de um centímetro de diâmetro e 4,5 cm de comprimento. Ele possui uma espécie de nadadeira que permite um controle preciso de sua direção e de sua localização. Os médicos utilizam uma espécie de "joystick" para orientar os movimentos da cápsula com a ajuda de um monitor. Ela pode ser ingerida para um exame de estômago ou inserida via retal pelo cólon. "Ela pode examinar desde o esôfago até o cólon em poucas horas e descobrir tumores", disse Kazuhide Higuchi, professor da Faculdade de Medicina de Osaka.
Cápsulas endoscópicas têm sido desenvolvidas desde os anos 1980 e se tornaram bastante utilizadas a partir dos anos 2000. Mas elas não eram capazes de mover-se de forma autônoma e se deslocavam por meio das contrações musculares do aparelho digestivo. A cápsula criada pelos japoneses foi primeiro testada no estômago de um cachorro em 2009 e depois foi modificada para se tornar menor.

Remédio para colesterol aumenta risco de diabetes


Benefícios da estatina para coração, porém, são mais relevantes do que riscos

Remédios: a estatina, droga usada para combater o colesterol, está relacionada com o aumento do número de casos de diabetes (Thinkstock)



Pacientes que ingerem altas doses de estatina no combate ao colesterol alto têm mais chances de desenvolver diabetes do que aqueles que tomam doses padrão do medicamento. É o que sugere um estudo britânico publicado no Journal of American Medical Association. Ainda assim, os benefícios do remédio para o coração compensam os riscos, segundo a pesquisa.
A estatina é um dos remédios mais vendidos no mundo e age no organismo reduzindo os níveis de LDL, conhecido como “colesterol ruim”. Estudos anteriores já haviam apontado que a droga é eficiente na redução dos riscos de ataques cardíacos e de derrames.
Os pesquisadores das Universidades de Londres e de Glasgow analisaram dados de cinco diferentes estudos. Ao todo, compilaram os resultados de 32.752 pacientes que fizeram tratamento com doses altas e moderadas de estatina durante cinco anos. Nesse período, 2.749 voluntários (8,4%) desenvolveram diabetes e 6.684 (20%) tiveram sérios problemas cardíacos.
Segundo Kausik Ray, um dos responsáveis pela pesquisa, para cada 498 pacientes tratados com a estatina, havia um caso de diabetes. Mas, ainda assim, a dosagem alta do remédio reduzia os riscos de ataques cardíacos, derrames e em 16% a necessidade de uma angioplastia. Isso significa que para cada 155 pessoas tratadas, um desses problemas cardíacos conseguiu ser evitado.
Para Peter Weissberg, da Fundação Britânica do Coração e membro da equipe de pesquisadores, não é preciso que os pacientes parem de tomar a medicação, mesmo quando prescrita em altas dosagens. “A estatina tem um papel vital na proteção do coração de muitas pessoas. Os seus benefícios são muito mais significativos do que qualquer risco associado ao diabetes”, diz.


Vacina contra gripe durante a gravidez protege o bebê


Os anticorpos, passados de mãe para filho, reduzem pela metade os riscos de complicações pela gripe até os seis primeiros meses de vida da criança

Imunização: vacinar grávidas contra a gripe ajuda a prevenir a doença em bebês de até seis meses (Jupiterimages/ Thinkstock)



Vacinar gestantes contra a gripe reduz em até 48% os riscos de que o recém-nascido seja internado por complicações da gripe nos seis primeiros meses de vida. É o que mostra um estudo de pesquisadores do hospital Wake Forest Baptist Medical Center, nos Estados Unidos,  publicado no periódico American Journal of Obstetrics & Gynecology.
No Brasil, a vacinação contra a gripe acontece no primeiro semestre, no meio do outono, e é recomendada para idosos, crianças entre seis e 23 meses e gestantes. Para as grávidas, a imunização é indicada porque elas integram o grupo de risco, com altas taxas de morbidade e mortalidade na gravidez e no pós-parto imediato em decorrência da gripe — e não por causa da proteção ao bebê.
De acordo com Katherine A. Poehling, coordenadora do estudo, já era sabido pela medicina de que a mãe passa anticorpos para o bebê pela placenta. “Este estudo mostra que a vacina da gripe não protege apenas a mãe, mas também a criança em seus primeiros meses de vida”, diz. A imunização do recém-nascido é importante porque nesses primeiros seis meses de vida, apesar dos altos índices de hospitalização em decorrência de casos de gripe, a vacinação não é indicada ou efetiva.


Decisão da Justiça é ameaça aos genéricos, diz Anvisa


A Justiça cancelou o registro do genérico do antidepressivo Lexapro. Anvisa teme que a decisão afete o registro de outros medicamentos genéricos

Para Anvisa, se decisão da Justiça for copiada, registro de genéricos sofrerá atraso (divulgação)

Uma decisão da Justiça sobre o cancelamento do registro de versões genéricas do antidepressivo Lexapro, da Lundbeck Brasil, tira o sono da indústria de genéricos e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Preocupa a justificativa usada no processo. “Segundo o presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, "ela representa um perigoso precedente, que pode colocar em risco toda política de genéricos do Brasil." 
A discussão na Justiça dá-se por uma frente até agora nunca usada por fabricantes de remédios de marca: a confidencialidade do dossiê com dados sobre resultados de pesquisas laboratoriais e clínicas, que comprovam a segurança e eficácia da droga. 

Tradicionalmente, o dossiê é feito pela empresa que desenvolve a nova droga. Esse relatório serve como fundamento para análise e registro do medicamento na Anvisa. Mais tarde, porém, os relatórios se transformam numa referência para fabricantes de genéricos.

"Os dados não são usados para fabricar a droga. Servem apenas para poder fazer a comparação, indicar que o genérico tem o mesmo mecanismo de ação"”, garante o presidente da Pró-Genéricos, Odnir Finotti. Dados do dossiê também são usados na bula dos genéricos.

A Lundbeck afirma que tais dados são exclusivos e apenas poderiam ser usados por outras fabricantes dez anos contados a partir do registro da droga no país. No caso do Lexapro, no segundo semestre de 2012. 

"Não há nada na lei que indique tal restrição"”, afirma Finotti. Algo que Lundbeck Brasil e, até agora, a Justiça discordam. "A lei de propriedade industrial faz referência a essa proteção”", diz o advogado da empresa, Otto Licks. A regra, afirmou, já é amplamente usada no mercado de produtos veterinários e agrícolas. 

Novas pesquisas – Se tal exigência fosse levada à risca, diz Finotti, seria preciso que todos os fabricantes de genéricos partissem do zero: fizessem novas pesquisas para comprovar a segurança e eficácia do remédio. “Seria isso ou esperar o prazo. Algo impraticável, segundo ele.”

Ao jornal O Estado de S. Paulo, o presidente da Anvisa afirmou que, se a Justiça adotar esse critério, a liberação de genéricos sofreria atraso. "Essa tese pode colocar em risco o registro de pelo menos 40 outras móleculas já analisadas. Seria um baque na saúde pública." O advogado da Lundbeck tem uma estimativa mais conservadora. Segundo ele, a medida afetaria apenas 1,2% dos pedidos de novos genéricos.


ONU alerta para o consumo abusivo de remédios no Brasil


Documento aponta que 0,5% da população brasileira faz uso indiscriminado dos analgésicos vendidos sob prescrição médica - ante 0,3% na América do Sul.

Analgésicos de prescrição: relatório da ONU aponta que cerca de 0,5% dos brasileiros usem o medicamento de maneira indevida (Jack Hollingsworth)



O uso abusivo de medicamentos é um problema para a saúde pública no Brasil. De acordo com um relatório divulgado nesta quinta-feira pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC), o país tem um dos mais altos índices na América do Sul de uso não-médico dos opioides (analgésicos), vendidos sob prescrição médica.
Segundo o relatório, o uso abusivo desses medicamentos na América do Sul está estimado entre 0,3% e 0,4% da população adulta, algo em torno de 850.000 e 940.000 pessoas entre 15 e 64 anos. O Brasil é um dos países que detém porcentual acima da média na região: 0,5% da população usa analgésicos de maneira indiscriminada. Bolívia (0,5%) e Chile (0,5%) apresentam os mesmos índices de uso dessas drogas.
Entre os analgésicos considerados pelo relatório do UNODC estão a morfina, a codeína e os opioides sintéticos, a exemplo da metadona, buprenorfina, propoxifeno, fentanil, pentazocina. "Na América do Sul e na América Central, (os medicamentos) preparados à base de codeína estão entre os opioides mais comuns", diz o relatório.
O documento afirma ainda que o uso de anfetaminas na América do Sul permanece estável, sendo Brasil, Venezuela e Argentina os países com a maior prevalência de números absolutos. Uma pesquisa nacional realizada no Brasil em 2009 já mostrava que o uso da anfetamina entre estudantes era de 10,5%, sendo mais elevada entre as mulheres (14,1%) e entre estudantes mais velhos, acima dos 35 anos de idade (18,6%).
O uso abusivo dessas substâncias pode trazer diversos riscos à saúde, como convulsões, além de causar dependência e posterior síndrome de abstinência em usuários já viciados. 

Agência do governo americano afirma que próteses de silicone não são para a vida toda

Prótese de silicone: relatório do FDA afirma que as próteses são seguras, mas que há chances de complicações em até 10 anos (Thinkstock)

Complicações resultam na retirada dos implantes em 20% dos casos em até dez anos após a cirurgia

Um relatório divulgado nesta quarta-feira pela agência de controle de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos (FDA) avalia que as próteses de silicone são relativamente seguras. Porém, segundo o órgão, algumas complicações frequentes resultam na retirada do implante em 20% dos casos em até 10 anos após o procedimento.
O documento publicado pelo FDA é a primeira avaliação sobre a segurança dos implantes desde 2006. À época, a agência autorizou novamente o uso dos implantes de silicone, que tiveram uso proibido durante 14 anos – apenas os implantes salinos estavam autorizados.
A agência americana deve começar agora a revisar os rótulos de segurança dos implantes mamários de silicone, após a avaliação de diversos estudos de longo prazo. “O ponto chave é que os implantes de silicone não têm data de validade vitalícia. Quanto mais tempo você tiver o implante, maiores os riscos de complicações”, diz Jeff Shuren, diretor do Centro para Dispositivos e Saúde Radiológica do FDA.
De acordo com os estudos avaliados pelo órgão, mais de 70% de todas as mulheres que passaram por uma cirurgia de reconstrução mamária e mais de 40% daquelas que colocaram silicone precisam passar por um outro procedimento cirúrgico entre oito e 10 anos depois.
Segundo o FDA, entre as causas mais comuns de complicações estão o endurecimento na região do seio ao redor do implante, necessidade de cirurgias adicionais e ruptura ou esvaziamento da prótese. Há ainda problemas com enrugamento do implante, assimetria, cicatrizes, dor e infecção no local da incisão.
Estudos descobriram ainda uma pequena correlação entre os implantes e o linfoma anaplásico de grandes células, um tipo de câncer raro. Entre 1997 e 2010, foram registrados cerca de 60 casos desse tipo de câncer no mundo todo – no mesmo período foram feitos de 5 milhões a 10 milhões de implantes de silicone nas mamas.
"A maioria das mulheres tem altos níveis de satisfação com seu corpo e com o tamanho, formato e sensação dos seus implantes", diz o comunicado do FDA. Mas, de acordo com a agência, todas as mulheres que colocaram silicone devem ficar atentas a eventuais alterações nos seios pelo resto da vida, a fim de previnir complicações.