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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Depressão explica em parte porque mulheres que fazem hemodiálise têm pior qualidade de vida do que homens na mesma situação

Estudos têm mostrado que entre os pacientes que fazem hemodiálise, as mulheres apresentam escores de qualidade de vida relacionada à saúde menor do que os homens. Entretanto, as razões para essa diferença ainda são incertas. Para tentar esclarecer essa questão, Gildete Barreto Lopes e colegas da Universidade Federal da Bahia investigaram se depressão é um fator relevante para essa diferença de gênero. Os autores afirmam no artigo, que ainda será publicado na revista Nephron Clinical Practice, que o estudo envolveu 868 pacientes em hemodiálise, sendo 40,9% deles mulheres. 

Ao utilizar o Kidney Disease Quality of Life Short, para avaliar a qualidade de vida relacionada à saúde, e a escala do Center for Epidemiological Studies Depression, para depressão, os pesquisadores verificaram que escores maiores de depressão foram associados com menor qualidade de vida relacionada à saúde em ambos os sexos. Entretanto, observaram que enquanto 51,8% das mulheres apresentaram escores maiores de depressão, apenas 38,2% dos homens atingiram esses escores. 

Os cientistas afirmam no texto que as diferenças de gênero em todas as escalas de qualidade de vida relacionada à saúde sofreram reduções substanciais quando escores de depressão foram incluídos no modelo, por exemplo, de 50,9% para sintomas/problemas relacionados à insuficiência renal, de 71,6% para saúde mental e de 87,1% para energia/vitalidade. Com isto, os autores entendem que pior qualidade de vida relacionada à saúde em mulheres foi explicada em grande parte por sintomas de depressão. Nesse sentido, eles consideram que os resultados suportam a importância do tratamento de depressão para melhorar a qualidade de vida relacionada à saúde de pacientes que fazem tratamento de hemodiálise, particularmente as mulheres. 


Saúde em Movimento

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