A osteoporose atinge 93% das mulheres com mais de 70 anos. Nesta faixa etária, a doença atinge 79% dos homens. À medida que ela avança os passos ficam mais lentos e como os ossos estão mais frágeis aumenta o medo de quedas.
O tratamento contra a osteoporose é feito com vitamina D, cálcio e medicamentos fortes que podem causar dores no estômago e trombose. Os efeitos colaterais e o alto custo que pode chegar a mil reais por mês fazem com que metade dos pacientes desista do tratamento. Uma cadeirinha pode ser a solução.
O estofado esconde duas placas metálicas que ligadas a um gerador de energia produzem um campo elétrico. A pesquisadora Ana Paula Galvão explica como ela age no corpo do paciente.
“Ela atinge os ossos do fêmur, os ossos do quadril e da coluna, que são ossos bem atingidos, que acabam bem acometidos pela osteoporose. Tem algumas células do organismo que captam esse sinal elétrico e mandam esse sinal elétrico para outras células que vão formar mais osso”, declara Ana Paula Galvão, pesquisadora.
O equipamento desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo e da USP de São Carlos obteve 100% de eficiência nos testes feitos em ratos. Uma das principais vantagens desta tecnologia é a possibilidade de fazer a terapia em casa.
“Como isso é destinado a pacientes idosos e sedentários, a gente simplifica muito a questão do deslocamento e, principalmente, por não incomodar o paciente, permite que ele fique por vinte minutos assistindo tv, lendo um livro. Você aumenta a adesão do paciente ao tratamento”, diz Orivaldo Lopes da Silva, pesquisador.
O estudo agora é realizado em pacientes com mais de 60 anos que têm osteoporose e se tratam apenas com cálcio e vitaminas. Por um ano eles serão submetidos a sessões diárias de vinte minutos.

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